1.2. Tia Zezé
Via de regra, pelos costumes vigentes no Sul de Minas Gerais, os pais tinham muita preocupação em conseguir um bom casamento para a filha. pois na época pouquíssimas mulheres estudavam, muitas eram analfabetas, de modo que seu arrimo seria o marido. O causo a seguir decorre deste costume.
Maria José de Araújo Macedo
Nascida em aproximadamente 1851, Maria José de Araújo Macedo ("Tia Zezé") foi a filha primogênita de Antônio Joaquim de Araújo Macedo com Graciana de Araújo Macedo (ver conto 1.1) e neta de José Francisco com Angelina (ver conto 1).
A jovem Zezé nada sabia de relação conjugal quando lhe comunicaram haver sido prometida em casamento. Tampouco conhecia o tal Adolfo, seu futuro marido.
No dia do casamento, enquanto estava sendo preparada para a cerimônia, sua mãe avisou que o noivo se encontrava na sala da casa, local oportuno para uma espiadela estratégica, antecipando a primeira visão do homem com o qual ela estava prestes a coabitar.
Da fresta onde se postou, Zezé ficou horrorizada: Adolfo era um senhor de idade, que ainda por cima fungava o nariz em meio à conversa. Em reação imediata e desesperada, Zezé acorreu à mãe: “Esse eu não quero! Quero um rapaz novo, não esse velho!”. A resposta materna foi inflexível “Seu pai já deu a palavra”.
Zezé e Adolfo tiveram três filhas, muito lindas, às quais deram os nomes ímpares Cantilde, Diolice e Telezila.
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