1.1. O casal Antônio Joaquim e Graciana
Conforme já dito, minha árvore genealógica registrou o sobrenome "Araújo Macedo" na primeira metade do XIX, no ano 1828, com o nascimento de Antônio Joaquim de Araújo Macedo, meu trisavô, filho de José Francisco e Angelina.
Antônio Joaquim foi o primogênito dentre 7 irmãos e era jovem e solteiro quando um fato alterou a rotina na fazenda onde residia: noticiou-se que uma tia sua, por parte de pai, estava sendo maltratada pelo marido Vilarinhos, em uma outra cidade. A situação era ainda mais agrave por residirem com estes, as filhas Graciana e Luiza Angelina.
José Francisco, o pai, se abalou até o local para recuperar a irmã, tranzendo com ela as filhas, que passaram a ser criadas na fazenda dele próprio.
O fato de Graciana ser muito bonita preocupava à anfitriã Angelina, pois ambiciosava um bom casamento para o filho primogênito. Buscou então ofuscar o brilho dela dando-lhe roupas mais simples e encarregando-a de serviços rudes.
Houve um dia em que a família recebeu visita do casal Francisco Antônio de Lemos e Maria Amália, acompanhados de sua filha Francisca Rosalina de Lemos (Chicuta). Esta avistou Graciana a socar o pilão, sob um Sol inclemente. Dela se aproximou, puxando conversa, ouvindo de Graciana o desabafo: "A minha tia me põe nos piores serviços, procurando me enfeiar. Mas quanto mais sol eu tomo, mais bonita eu fico!".
O tempo provou que Graciana estava certa, pois o primo Antônio Joaquim por ela se apaixonou. E não aceitando objeções, veio a casar-se com ela, contrariando a vontade da mãe. Graciana e Antônio Joaquim tiveram 8 filhos, sendo que a caçula, Emília, é a minha bisavó.
Esse acontecimento foi narrada pelo Dona Chicuta, já velhinha, à minha avó Todda, que por sua vez, era neta da Graciana.

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